Assassinatos de homossexuais em Uberlândia chama atenção de autoridades sobre a violência contra a comunidade LGBT

EDUARDO DIAS
do JORNAL DO TRIÂNGULO, em UBERLÂNDIA, (MG)

Encontros em aplicativos vem se tornando um perigo para homossexuais em Uberlândia.

Duas mortes de homossexuais causou comoção, revolta, e provocou medo na comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais) do Triângulo Mineiro sobre a violência física e verbal Guilherme Duarte Pagotto, de 23 anos, e Helton Ivo Botelho da Cunha, de 36 anos, foram mortos em Uberlândia. Guilherme teve seu corpo encontrado no dia 26 de outubro, e Helton teve seu corpo encontrado no dia 13 de novembro contra homossexuais. 

O JORNAL DO TRIÂNGULO ouviu especialistas sobre a discriminação contra homossexuais e os casos de homofobia no Brasil. "Existem pessoas que não usam da violência física mais da verbal, principalmente nas redes sociais com palavras pejorativas, ofensivas, e desrespeitosas.", explica Eva Cristina, terapeuta familiar. Eva ainda alerta para os riscos de encontros através de aplicativos.

"Existem pessoas homofóbicas por trás das redes sociais, aplicativos, e sites de encontros LGBT que usam tal meio apenas para praticar violência contra a pessoa em função de sua orientação sexual.", explica a terapeuta.

"No Brasil infelizmente nós não temos uma legislação específica que torne crime a homofobia, mais ofensas, insultos, ou qualquer forma de discriminação podem ser denunciadas a delegacia, a vitima precisa ter testemunhas, ou registrar esses insultos.", explica Isabela Fagundes, especialista em segurança pública.


Homofobia 

"Eu já fui discriminado no meu expediente de trabalho, eram feitas piadas, insultos, constrangimentos, como eu precisava eu continuei, depois achei uma oportunidade melhor e deixei a empresa.", explica um jovem homossexual de Uberlândia, hoje ele trabalha em uma outra empresa. "Aqui eu sou respeitado, não digo por todos, mais sou respeitado.", conta.


Encontros em aplicativos vem se tornando um perigo para homossexuais em Uberlândia. Um jovem conta que um usuário através do aplicativo afirmou que iria 'matar todos os gays'. Um outro jovem relata ter mantido relações sexuais comum homem que conheceu no aplicativo, o homem era HIV positivo, o jovem fez os exames e descobriu que não se contaminou.

"Todo cuidado é essencial. Antes de marcar encontros saber se tem amigos em comum, procurar conhecer a pessoa mais melhor. Infelizmente os aplicativos que era para se tornar um espaço de novas amizades e interação se tornou um perigo nas mãos de bárbaros homofóbicos. Se marcar um encontro marque em um local com muita gente, evitar sair para local deserto com essa pessoa. Todo cuidado é essencial.", explica Isabela Fagundes.
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