Profissionais da UPA de Araguari estão sem receber desde o começo do mês e ainda não receberam décimo terceiro salário

GABRIELA BORELLI
do JORNAL DO TRIÂNGULO, em ARAGUARI, (MG)

Os profissionais ameaçaram parar o atendimento, atendendo apenas casos de urgência e emergência.

A cidade de Araguari vive um complicado momento relacionado a profissionais que prestam serviços para a Prefeitura Municipal, ou empresas terceirizadas que prestam serviços a Prefeitura. Após problemas com repasses para a empresa responsável pelo transporte coletivo do município a Sertran, problemas com repasses a motoristas do transporte escolar, além de profissionais que fazem a limpeza de vias públicas da cidade, a Prefeitura vem tendo dificuldades com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Os profissionais estão sem receber desde o começo do mês. Eles ainda não receberam o seu décimo terceiro salário. Os profissionais ameaçaram parar o atendimento, atendendo apenas casos de urgência e emergência.

Uma reunião foi feita na sede da Prefeitura Municipal de Araguari, ficou esclarecido que, caso não haja pagamento haverá greve.

O JORNAL DO TRIÂNGULO conversou com especialistas sobre a dificuldade do município em arcar com os repasses para garantir os serviços relacionados a saúde, educação, segurança, e infraestrutura do município.

"O país passa por uma situação delicada. Mais cabe o gestor e sua equipe ter responsabilidade e saber administrar tais recursos destinados para cada área. Se não houver essa responsabilidade os problemas certamente vão aumentar.", explica Mauro Werlei, jornalista e comentarista de política.

"Quem sofre com essa irresponsabilidade do poder público são os profissionais, que certamente tem suas despesas e responsabilidades, além de pacientes que podem ter o atendimento prejudicado caso haja uma greve.", acrescenta. "A gestão Raul Belém precisa saber controlar melhor esses recursos, um dia é o transporte público, o outro são as vans, depois a limpeza, agora os profissionais do atendimento de emergência. Falta um controle financeiro, uma responsabilidade com os recursos, e um maior comprometimento e seriedade com assuntos sérios, principalmente com relação a saúde.", completa Mauro.
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