Relatório da ONU aponta desafio mundial para igualar homens e mulheres
O relatório sobre desenvolvimento das Nações Unidas tem entre as mensagens-chave a necessidade de se garantir a igualdade entre homens e mulheres. Se tal caminho não for percorrido, diz o estudo, não há como se chegar ao desenvolvimento pleno. Os dados apontados pelo estudo deixam evidente que há uma longa jornada pela frente.
O estudo mostra, por exemplo, que no mundo uma entre cada três mulheres foi vítima de violência física ou sexual. Elas também ganham menos, ocupam menos cargos de chefia e, em 18 países, precisam da aprovação do marido para trabalhar.
Os reflexos sobre qualidade de vida são claros. O relatório aponta que, na América Latina e no Caribe, há 117 mulheres vivendo em domicílios pobres para cada 100 homens na mesma situação. “Não é possível alcançar o desenvolvimento humano para todos se metade da humanidade é ignorada”, afirmou a coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional, Andrea Bolzon.
Os números no Brasil repetem a lógica de desigualdade. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram o registro de uma denúncia de violência contra a mulher a cada sete minutos. Aqui, elas recebem até 25% a menos que homens desempenhando trabalhos semelhantes.

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