do PORTAL TRIÂNGULO, em UBERLÂNDIA, (MG)
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| Dandara conta que foi rodeada por aproximadamente seis homens e teve seu turbante arrancado. Foto: Reprodução / Facebook |
A jovem Dandara Tonantzin Castro, de 22 anos, alega ter sido vitima de racismo durante uma festa de formatura em Uberlândia na madrugada de domingo, 23. A jovem conta ter sido vitima de preconceito por usar um turbante.
Dandara conta que foi rodeada por aproximadamente seis homens e teve seu turbante arrancado. A jovem ainda ouviu insultos, ofensas verbais, físicas e foi constrangida.
Nas redes sociais Dandara usou seu perfil para desabafar. O caso ganhou repercussão teve 14 mil compartilhamentos, e 60 mil curtidas.
"No início muitos olhares incomodados, mas os vários elogios me acalmavam. Quase no fim da festa, já do lado de fora um cara branco, puxou meu turbante forte. Disse para ele soltar e saí. Quando passei por ele novamente, sozinha, ele puxou pela segunda vez, fiquei tão brava que gritei para ele não tocar no meu turbante. Ele acenou para os amigos virem, quando juntaram em uma rodinha um deles puxou o turbante da minha cabeça e jogou no chão. Quando fui catar, incrédula do que estava acontecendo, jogaram cerveja em mim. Muita cerveja. Fiquei cega, sai desesperada para achar meus amigos. Sabia que se ficasse ali poderia até ter mais agressões físicas.", disse a jovem em seu perfil no Facebook.
"Meus amigos imediatamente chamaram a segurança (todos negros) que logo entenderam que se tratava de racismo e logo foram tira-los da festa. Um deles teve a cara de pau de falar ao segurança que não meu agrediu "só tirei aquele turbante da cabeça dela". As namoradas (todas brancas) vieram pra cima de mim. Tentei explicar que era racismo, o cinismo prevaleceu e sem êxito sai de perto. Ficaram de cima dos seguranças pedindo para me tirar da festa também, como se a minha presença fosse um problema. Meus amigos ainda tentaram conversar mas o ódio cega. Quando fui no banheiro ainda tive que ouvir ameaças indiretas, sobre me bater e outras coisas terríveis que não consigo nem dizer aqui. Fomos os últimos a sair por medo de fazerem alguma coisa conosco do lado de fora.", disse a jovem em seu perfil.
"Negros na formatura? Na limpeza, segurança ou servindo.
Me mantive forte muito tempo. Mas o racismo é cruel. Minha lágrimas estão molhando muito a tela do celular, só de pensar que estes e tantos outros passaram impunes. Tenho muito orgulho de ter formado um preto, pobre vindo do interior como o Filipe Almeida, seguimos com a certeza de que vamos resistir.", desabafou a jovem.
No Brasil por dia negros, mulheres, homossexuais, lésbicas, travestis, transsexuais, pessoas obesas, ou pessoas especiais são vitimas de preconceitos. Nas redes sociais páginas alimentam o ódio contra pessoas por orientação sexual, etnia, gênero, ou necessidade especial. Uma página no Facebook 'Beleza Branca' enaltece a beleza da mulher branca, ignorando a mulher negra.
"São pessoas se sentem melhores que as outras por serem brancas, acham o outro inferior pela cor de sua pele, ou por sua orientação sexual, gênero, mais se esquecem que no Brasil a população é majoritariamente negra. O Brasil é um pais diverso com etnias, orientações sexuais, pessoas com necessidades especiais, e todas essas diversidades merecem ser respeitadas.", explica a terapeuta familiar Eva Cristina.

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